quarta-feira, 21 de maio de 2014

Visita do amigo Paulo Menezes ao Meliponário Campos Verdes

(Figura 1 - O amigo Paulo frente a um de nossos meliponários)

É sempre gratificante recebermos alguém aqui em nosso Meliponário! É com uma satisfação imensa que acolhemos cada pessoa que vem até nós, deixando um pouco de suas vivências, bem como compartilhamos as nossas.

No domingo 11, dia em que, preferencialmente, nos debruçamos sob o aconchego do colo de nossas mães, tivemos descomunal contentamento diante da visita do Dr. Paulo Menezes. Sempre referenciado em algumas de nossas postagens como renomado conhecedor das nossas amáveis Jandaíras.

Algumas prerrogativas, partindo de um senso comum, me fazem acreditar que o Dr. Paulo Menezes é um grande mestre. – Com 19 anos, quando iniciei os primeiros passos rumo ao fantástico mundo das abelhas sem ferrão, em conversa com criadores, Paulo Menezes de Mossoró (como era mencionado) sempre era citado como o maior criador de abelhas Jandaíras; outro ponto importante é que ele deu seguimento aos ensinamentos do saudoso M. Huberto Bruening, a quem devemos reverência pelos conhecimentos prestados; é mentor de um importante projeto na zona rural de Mossoró, onde leva dignidade às mulheres do campo, com a criação de Jandaíras; já o acompanhei em algumas palestras, onde o mesmo divulgava seu trabalho com as abelhas Jandaíras, evidenciando civismo pelo seu Estado...

(Figura 2 - Em oficina temática na Festa do Bode em Mossoró/RN)

travou uma frondosa batalha para que seu mel tivesse acesso irrestrito na sua comercialização aqui no Estado; é colaborador de trabalhos científicos na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA ao lado da professora Vera Lúcia, enfim.

Mas, o que o torna um grande meliponicultor não são apenas estas características elencadas acima, muito menos o número de colônias que possui, mas sua capacidade de encorajar e entusiasmar novos meliponicultores de seguir adiante; sua sensibilidade, paciência e cordialidade em levar novos ensinamentos a nós, que temos muito caminho a percorrer.

Ao amigo Paulo Menezes, a nossa gratidão pela visita e o nosso abraço. Infelizmente o amigo não dispunha de muito tempo, ainda ia visitar o amigo Rivan, em seguida regressava para a companhia de seus netos, onde desempenharia o papel de babá.

Agora em junho tenho alguns afazeres em Mossoró, onde pretendo visitá-lo.
  


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 21 de maio de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros
Meliponário Campos Verdes
 



sexta-feira, 28 de março de 2014

A Meliponicultura cabocla

(Figura 1 – Meliponário rústico na comunidade de Carnaúba em Riachuelo)

(Figura 2 – Cortiços pendurados sob o beiral da cocheira na comunidade de Boa Vista em São P. do Potengi)

Aqui em nossa região a Meliponicultura cabocla é amplamente praticada. Muitos meliponicultores que possuem entre 1 a 30 cortiços pendurados sob à sombra de uma árvore, ou mesmo sob o abrigo de uma estrutura sem muita preocupação com a comodidade das abelhas, infelizmente ainda praticam a Meliponicultura cabocla. Isto é uma prática bastante comum na zona rural de nosso Estado e vem mantendo as tradições nestes espaços há gerações. Infelizmente muitos meliponicultores não são receptivos à adoção de práticas mais modernas, insistindo no hábito do extrativismo do mel e da remoção dos ninhos naturais de abelhas sem ferrão da natureza, o que, sobremaneira, resulta na destruição e consequente morte destas abelhas.

(Figura 3 – Meliponário rústico na comunidade de Santa Maria em Barcelona)

(Figura 4 – Meliponário rústico na comunidade de Santa Rita em São P. do Potengi)

Mas, não podemos enxergar apenas por esse lado, que a Meliponicultura cabocla é insustentável do ponto de vista ambiental e econômico também. São anos e anos de prática, mesmo que rudimentares, de pessoas que, à sua maneira, amam estes insetos; pessoas que não tiveram a mesma oportunidade de acesso ao conhecimento. São anos e anos que esse conhecimento popular das nossas abelhas sem ferrão são perpassados ao longo das gerações em escala familiar; conhecimentos que não devemos desconsiderar, muito menos desprezar, pois fazem parte da cultura do homem do campo potiguar de uma forma indissociável de sua identidade.

(Figura 5 – Acomodação de Jandaíras à sombra de uma mangueira no bairro Santa Clara em São P. do Potengi)

(Figura 6 – Meliponário rústico na comunidade de São Luís em Santa Maria)
   

Um grande abraço,


São Paulo do Potengi/RN, em 28 de março de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros
Meliponário Campos Verdes

  

segunda-feira, 24 de março de 2014

Entrada natural da abelha Canudo (Scaptotrigona sp)

(Figura 1 – Sua entrada natural no pé da árvore)

Esta semana estive em Natal para uma capacitação referente ao Programa Projovem Campo – SABERES DA TERRA, onde irei ministrar conteúdos relacionados à área das Ciências Agrárias, para alunos da zona rural da cidade de São Tomé.

Por ocasião do intervalo para o almoço, fui surpreendido por um amigo que me chamara para mostrar dois ninhos de abelhas sem ferrão, e que eu pudesse dizer-lhe de qual espécie se tratava. Chegando ao local constatei não duas, mas três colônias da abelha Canudo.

(Figura 2 – Esta colônia estava enxameando, existia grande número de campeiras esvoaçando nas proximidades da entrada)

Este foi o meu primeiro contato com a abelha Canudo (Scaptotrigona sp), sabe-se que é uma abelha bastante populosa o quão é defensiva. Aqui no Estado se tem relatos que ela habita naturalmente a região litorânea, como também é comumente encontrada em reduto de mata mais densa e algumas regiões serranas.

As abelhas sempre me proporcionam agradáveis sensações, mesmo quando me distancio das imediações do meliponário, quando estou desenvolvendo outras atividades a natureza, de alguma forma, nos aproxima.

(Figura 3 – Esta outra era mais retraída, quando da nossa aproximação elas logo se recolhiam)  


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 24 de março de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros
Meliponário Campos Verdes
 


sábado, 8 de março de 2014

Neste dia que é dedicado à Mulher...

Nada mais justo e oportuno, neste dia 08 de março, em que se comemora o dia internacional da mulher, do que homenageá-la, exaltando sua beleza, sua inteligência, sua doçura, sua sensibilidade, assim como é o interior de uma colmeia... todas as abelhas são rainhas e dotadas de todas essas características, onde expresso essa relação das mulheres com as abelhas, todas são um império forte, ao mesmo tempo em que é laborado com profunda delicadeza.

(Figura 1 – Sara em frente ao seu meliponário de Jandaíras)

Na ocasião direciono minha atenção a uma garota bastante agradável, de uma simpatia distinta e apesar de sua aparência delgada, possui uma energia de trator. Sua graça é Sara Luna, a conheci durante o curso de Apicultor, realizado aqui em São Paulo do Potengi pelo SENAR/PRONATEC, onde fui instrutor.

(Figura 2 – Sara e sua amiga Raquel atentas às informações)

(Figura 3 – Utilizando a serra circular para a transferência da Jandaíra)

(Figura 4 – Organizando a caixa racional para receber a colônia de Jandaíras)

(Figura 5 – Preparando o tronco para a realização da transferência)

Para minha imensa satisfação, após a realização do curso, Sara, nas mais íntimas entranhas do seu coração, incitou a paixão pelas abelhas sem ferrão, tornou-se Meliponicultora. Hoje, com a ajuda de seu pai, um dos pioneiros apicultores da região, Sara já possui em torno de 50 colônias, dentre as quais, Mosquitos, Jandaíras e Cupiras. Não apenas os números a evidenciam como promissora na Meliponicultura, mas a dedicação, a delicadeza com que trabalha com as abelhas e a vontade de conhecer a cada dia, fazem de Sara uma grande Meliponicultora.

(Figura 6 – Organizando os elementos da colônia na caixa racional)

(Figura 7 – Ainda temerosa às beliscadas das Jandaíras)

(Figura 8 – Vista da parte superior de seu meliponário)

(Figura 9 – Realização de transferência)

Um feliz dia da mulher, não apenas nesta data, mas em todas as outras.

(Figura – 10 Aqui vai minha flor para todas as abelhinhas)


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 08 de março de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

sexta-feira, 7 de março de 2014

III Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e III Feira da Cadeia Apícola

(Figura 1 – Banner do evento na sala de abertura)

Nos dias 20, 21 e 22 de novembro passado, tivemos a imensa alegria de participarmos do III Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e III Feira da Cadeia Apícola. Saímos todos em caravana (Apicultores e Meliponicultores, na condição de representantes de associações, cooperativas, SEBRAE/RN, EMATER/RN, dentre outras Instituições) até a cidade paraibana de Campina Grande, um dos maiores centros tecnológicos e comerciais do Nordeste brasileiro.

(Figura 2 – Caravana de Apicultores do Rio Grande do Norte, já em seu regresso)

O evento, que representou a soma de esforços da FEPAM, da UNAMEL, do SEBRAE, do Governo da Paraíba e demais instituições parceiras para a sua realização, contou com a participação dos mais diversos públicos, desde iniciantes, acadêmicos, até os mais renomados especialistas na área, debatendo e problematizando novidades pertinentes, possibilitando uma gama de conhecimentos que envolvem o setor. Todo esse conhecimento disseminado através de clínicas tecnológicas, oficinas, painéis temáticos e palestras.

(Figura 3 – Durante a clínica tecnologia sobre a abelha Jandaíra)

Foram, sem dúvida, momentos que oportunizaram troca de experiências, intensas discussões e, acima de tudo, a interação entre os participantes, frente a uma atividade que se transforma continuamente.

 (Figura 4 – Ladeado do amigo Paulo Romero)

Diga-se de passagem, incentivador e guardião das nossas abelhas nativas naquele Estado, onde tive a satisfação de conhecê-lo pessoalmente e prosear por alguns instantes em meio à correria do evento. O amigo Paulo Romero já se mostra grande sabedor do assunto e digo ainda, que após a conclusão de seus estudos, que associará o conhecimento acadêmico à prática, o encontrarei com brevidade dentre as grandes autoridades no assunto.

(Figura 5 – Ladeado do amigo Paulo Menezes)

Discípulo do saudoso Monsenhor Huberto Bruening pioneiro no estudo e conservação da abelha Jandaíra no Rio Grande do Norte; gestor do projeto que leva o nome do referido Padre, além de proporcionar renda e dignidade à mulher do campo; proprietário de uma paciência extremada para com os iniciantes.

(Figura 6 – Ladeado do amigo Chagas, companheiro trabalho da EMATER/RN)

Grande conhecedor da Apicultura potiguar.

(Figura 7 – Ladeado dos amigos Paulo Romero e Jansen Brito do blog Melíponas da Paraíba)

O Jansen do Meliponário Brito também nos brindou com seu conhecimento apurado!

(Figura 8 – Ladeado do Gesimar presidente da AME-RIO)

Na ocasião, ministrou a palestra Manejo de Meliponíneos, expressando suas técnicas de manejo.

São nesses espaços, de forma conjunta e democrática, que os laços se estreitam e de onde emergem novas soluções para que nossa Apicultura e Meliponicultura continue viva e gerando frutos.

Outros registros:

(Figura 9 – Visita ao entreposto de mel Néctar Plus em Campina Grande)

(Figura 10 – Caixas ornamentais para ASF)

(Figura 11 – Visita aos estandes)

(Figura 12 – Atrações da feira, máquina para desoperculação)

(Figura 13 – Diversos produtos das abelhas à venda)


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 08 de março de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Educação ambiental por meio da criação de abelhas indígenas sem ferrão: uma alternativa de preservar o meio ambiente

(Figura 1 – Mural de exposição da 4ª Mostra Tela Verde)

Ano passado recebemos um convite da direção da Unidade Operacional do SESC LER de nossa cidade, durante a exposição da 4ª Mostra Tela Verde, para proferirmos uma palestra que apresentasse relação intrínseca com o meio ambiente. De imediato, levamos a proposta com a referida temática: Educação ambiental por meio da criação de abelhas indígenas sem ferrão: uma alternativa de preservar o meio ambiente. De início, a coordenação do evento, a qual explicitamos do que se tratava o assunto, estranhou um pouco, quando mencionamos a presença de uma caixa com abelhas durante a explanação. Até então, como a maioria das pessoas, não atentavam para a existência das nossas amáveis abelhas sem ferrão.

A palestra prosseguiu durante uma hora, sendo esta dividida em três momentos, explanação dos conteúdos, discussão (relato das vivências) e distribuição de mudas e sementes de plantas nativas, tendo como público alvo os alunos do 1º e 2º níveis da Educação de Jovens e Adultos, onde grande parte já conheciam a nossa abelha Jandaíra, sendo que os questionamentos se desdobraram, a partir do momento em que foi apresentada a eles uma colônia com abelhas Uruçus, esta não habita naturalmente nossa região de Caatinga.

(Figura 2 – Mesa composta por coordenadores, professores e palestrantes)

(Figura 3 – Momento da palestra)

Foram trabalhados assuntos como: a participação social em defesa do meio ambiente; o respeito à diversidade de ideias de cada um, enquanto ser coletivo; o estímulo à construção de valores sociais, competências e habilidades relacionadas à conservação do meio ambiente, com enfoque na promoção da sustentabilidade.

(Figura 4 – Momento do relato das vivências)

Todos estes assuntos foram problematizados na perspectiva dos princípios e objetivos que norteiam a prática da Educação Ambiental, estabelecendo sempre um elo comparativo, com o que as abelhas desempenham dentro de sua colônia, no seu sistema de organização social e fora dela, com a promoção da vida, mantendo os sistemas naturais, quando da efetiva polinização das plantas.

(Figura 5 – Mostrando a colônia de Uruçu)

(Figura 6 – Distribuição das mudas e semente aos alunos da EJA)

Uma noite bastante significativa em termos de aprendizado e extremamente convidativa para os amantes da natureza!  
 
Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 14 de fevereiro de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

Retrospectiva 2013: essa trajetória não pode passar despercebida!

Muitas postagens, nesse ano de 2013, deixamos de publicar em virtude de múltiplos compromissos que assumimos, foi uma correria danada para darmos conta de tudo a que nos foi proposto. Porém não deixamos de registrar, absolutamente, nada. Muita coisa foi fotografada e, a partir desta data vamos publicar, de forma simples, talvez, sem grandes aprendizados para o leitor, mas para nós, tem uma imensa representatividade nesse caso de afinidade com as abelhas sem ferrão.  

Um grande abraço,
São Paulo do Potengi/RN, em 14 de fevereiro de 2014.

João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes