sábado, 7 de fevereiro de 2015

Em breve: Expedição Cupira

Estamos preparando uma postagem, contando a nossa expedição à serra da Fé no município de Barcelona/RN, mostrando um pouco da intimidade de uma das abelhas mais fascinantes da Caatinga: a Cupira (Partamona seridoensis).

(Figura 1 – Ao fundo a serra da Fé)

(Figura 2 – Seu Zé de Cesário, um dos maiores cientistas populares de nossa Região)

(Figura 3 - Ninho natural da abelha Cupira)

Aguardem.


Um grande abraço,


São Paulo do Potengi/RN, em 07 de fevereiro de 2015.


João Paulo Evangelista de Medeiros
Meliponário Campos Verdes

  

Intensificam-se os trabalhos com a esperança de um ano próspero de chuvas

A fé de que sejamos agraciados com um ano bom de inverno resiste no coração de todo sertanejo. Não é fácil para o homem do campo conter o sofrimento, e até mesmo as lágrimas diante da impiedosa seca que tem se arrastado nos últimos 4 anos, e em sua trajetória  vitimado suas lavouras, seus animais, menos a fé e a esperança de que com o retorno das chuvas, a fartura possa-lhe devolver o sorriso, o brilho no olhar e a abundância em sua mesa.

Não estamos ainda em colapso, alguns reservatórios no Estado têm suprido a necessidade de muita gente, outros, nem tanto.

Cientistas têm se reunido e debatido sobre as questões climáticas, hora aponta para um ano abaixo da média, hora acima; a sabedoria popular mostra indícios, através das experiências, que o ano é bom... E assim vamos aguardando que o Santo responsável pela abertura das torneiras do céu volte das férias. 

Por outro lado vamos nos organizando à espera das chuvas.

(Figura 1 – Manejando as abelhas)

Preparando as colônias para a produção de mel e de novas colônias.

(Figura 2 - MCV 1 no sítio do meu avô)

(Figura 3 - MCV 2 no sítio do meu tio Eduardo - in memoriam)


(Figura 4 - MCV 3 no sítio citado acima)

(Figura 5 - MCV 4 na propriedade do amigo Tita)

(Figura 6 - MCV 5 na residência do meu tio Toinho)

Também preparamos nossa serraria. Estamos nos organizando para a confecção das caixas para as futuras divisões.

(Figura 7 - Imagem da bancada utilizada para o corte da madeira e o lixamento das caixas) 

(Figura 8 - Imagem das ferramentas que utilizamos na confecção das caixas)

(Figura 9 - Caixas horizontais Nordestinas em construção)

(Figura 10 - Caixas verticais em construção)

(Figura 11 - Tábuas usadas na construção das caixas)        

Tudo conforme a vontade do supremo Criador.


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 07 de fevereiro de 2015.


João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

terça-feira, 29 de julho de 2014

Aula de Apicultura e Meliponicultura no PRONATEC

Tamanho regozijo expresso em meu sorriso tive dias atrás, quando recebi o convite do meu irmão Jonatan Levi, para compartilhar meus simplórios conhecimentos adquiridos ao longo de 09 anos na lida diária com as abelhas, durante a realização do Curso de Formação Inicial Continuada de Auxiliar Técnico em Agropecuária, ofertado pela Escola Agrícola de Jundiaí - EAJ/UFRN, aos queridos alunos da cidade de Serra Caiada.

(Figura 1 – Turma do Curso de Auxiliar Técnico em Agropecuária)

Serra Caiada, interior potiguar situado entre as regiões do Agreste e Trairi, esconde, por entre ravinas e depressões rochosas características que lhes são peculiares. Um povo pacato e bastante acolhedor reside ali ao pé da Serra; um clima, neste período do ano, que suaviza nossos pensamentos, revitaliza nossas forças e, sobretudo, nos aproxima das obras Divina... A natureza, em sua caminhada, fez parada ali, deixando boas recordações de sua estada àquele lugar.

(Figura 2 – A Macambira adorna o caminho até a Serra)

(Figura 3 – Imagem da entrada da cidade de quem vem no sentido Tangará – Serra Caiada)

O paredão rochoso que concede sua graça ao lugarejo, remonta a milhões de anos. Estudos realizados evidenciam-no como o fragmento rochoso mais antigo da América Latina e um dos mais antigos do mundo, isso, em se tratando de nomenclatura geológica.

(Figura 4 – Imagem do paredão rochoso de Serra Caiada)

Eis um ambiente perfeito e bastante procurado para a prática de esportes radicais, como: passeios ecológicos, alpinismo, trilhas em bikes, visita ao monte, onde se ergue o cruzeiro, muito visitado por religiosos.

(Figura 5 – Prática do alpinismo na Serra)

(Figura 6 – Visita ao cruzeiro sobre o monte)

(Figura 7 – Passeio em bikes nas trilhas)

Informações identitárias à parte, retornemos ao mundo das abelhas. Foram três dias, onde abordamos de forma simplificada conhecimentos inerentes às atividades da Apicultura e Meliponicutura.

(Figura 8 – Imagem de uma colônia de Apis alojada em uma das fendas do pare
dão)

As aulas dividiram-se em duas etapas, em um primeiro momento as atividades ficaram restritas apenas a sala de aula, onde trabalhamos a teoria e vimos alguns apetrechos apícolas e caixa racionais de meliponíneos.

(Figura 9 - Exposição da teoria)

(Figura 10 - Identificando as caixas racionais de ASF)

(Figura 11 - Olhares atentos da turma)

(Figura 12 - A abelhinha Campos Verdes se fez presente)

No terceiro dia, durante a manhã fizemos uma visita ao Assentamento Três Corações, na propriedade do Sr. Moacir, um dos precursores da Apicultura naquela localidade, na ocasião nos mostrou a utilização do papel na composição da cera alveolada, salientando a economia; salientou-nos ainda que um dos grandes entraves da atividade é a comercialização, onde o mel permanece estocado por meses, e quando aparecem compradores trata-se de atravessadores que desvalorizam o produto, “levando quase de graça”, - reforçou; evidenciou sua luta para manter a associação sempre em operação; apreciamos um saboroso queijo de coalho com mel de apis, enfim uma manhã, digna de registro.

(Figura 13 - Ladeado da aluna Sheila Kátia e do apicultor Moacir)

(Figura 14 - O apicultor Moacir mostrando um quadro de melgueira, contendo papel como moldagem)

(Figura 15 - Durante a explanação do modelo de caixa mais difundido e utilizado pelos apicultores)

Um forte abraço a todos os alunos e alunas do curso, os quais me proporcionaram grandes momentos de aprendizado, solidariedade, companheirismo. Espero retornar em breve a cidade de Serra Caiada.
   
          

Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 29 de julho de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como diria o amigo Paulo Menezes: “Visitantes ilustres”

Manhã ensolarada do dia 11, deste mês de julho, assim como boa parte dos dias de inverno daqui do nosso Sertão querido, recebemos com bastante alegria em nosso meliponário, a visita do amigo Mário Márcio e sua Senhora.

(Figura 1 – Mário Márcio e sua esposa no meliponário do amigo Tita)

- Mas, espere aí um pouco. Que contratempo é esse: “Manhã ensolarada em dia de inverno?” Isso mesmo! Julho traz consigo as últimas chuvas do nosso inverno... brandas, sem batimentos acelerados; tem sido fidelíssima a nossa estrela central; mas a cada gota que toca o chão é comemorada como se fosse um gol de copa do mundo pelo homem do campo. Ele louva, sorrir, cria expectativas, se planeja para a produção vindoura, agradece. Chuva no Sertão é bênção concedida pelo Pai celeste. Qualquer respingo d’água que se abate na terra é razão de contentamento e agradecimento.

Prosopopeias à parte, nossa manhã foi regada com muita conversa, suco de Imbu cajá, passeio em estradas esburacadas contemplando a riqueza da flora, tendo como cenário a Caatinga, que pode parecer adversa, hostil, desagradável aos nossos olhares desatentos, mas de uma exuberância fascinante.

(Figura 2 – Apresentando uma colônia de Plebeia sp)

Meu abraço ao amigo Mário Márcio, diga-se de passagem, muito atencioso para com as causas ambientais e bons trabalhos com as nossas abelhas nativas.

(Figura 3 – Desta vez, em visita ao meliponário Santa Rita, na comunidade de Carnaúba)   



Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 21 de julho de 2014.



João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Formação da nova diretoria da APISPOTENGI

Ontem, dia 02 de julho, na sede do SINTRAF – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de São Paulo do Potengi foi realizada uma reunião, para tratarmos de assuntos inerentes ao resgate da Associação dos Apicultores do nosso município. A Associação dos Apicultores de São Paulo do Potengi-APISPOTENGI foi criada em 2003, alcançando seu ápice no ano de 2004, ano promissor na produção de mel, tendo em vista um ano de bom inverno. (Aqui em nossa região temos essa designação, um ano de bom inverno é aquele em que as chuvas são suficientes para adornar a nossa mesa de fartura... prosperam as lavouras, mel, água em barreiros, riachos e açudes, formam-se as pastagens para a alimentação dos animais, enfim. Não vivenciamos uma fase destas desde 2011, no último triênio tivemos apenas chuvas brandas e espaçadas. Essa fartura permanece resguardada na lembrança e na esperança do homem do campo, que anos vindouros possam devolver-lhes a alegria das épocas de bonança).

2004 alavancou os índices da Apicultura potengiense... ótima produtividade; novos apicultores e apicultoras sugiram. Virou moda ser apicultor em São Paulo do Potengi! A Associação registrou em suas atas em torno de 50 apicultores, sendo que o número era superior.

De lá para cá, os índices não impressionam tanto. Os anos de pouca produtividade, em virtude da sequência de épocas desfavoráveis renderam a associação sua inadimplência; projetos inacabados, como o da casa de mel do Assentamento Pedra Branca; o desestímulo dos sócios, dentre outros fatores.

Devido a injeção de projetos despejados nesse momento por diversos programas governamentais, o incentivo que tem sido evidenciado, a falta de representatividade local no nosso setor e, sobretudo o amor à profissão, resolvemos resgatar a associação, onde já estamos trabalhando a possibilidade de tornarmos a APISPOTENGI em APIMESPP – Associação dos Apicultores e Meliponicultores de São Paulo do Potengi.

Um encontro bastante proveitoso, onde contou com a participação maciça dos apicultores e apicultoras do município, Paulo Ananias Vice-presidente do SINTRAF - SPP; Dário Alves delegado adjunto do MDA.

PAUTA DA REUNIÃO

Eixo norteador: Organização da cadeia apícola de São Paulo do Potengi: novas perspectivas para a associação dos apicultores.

Problemáticas em foco:
Novas diretrizes para o Programa de Aquisição de Alimentos – Compra Direta da Agricultura Familiar;
Casa de mel do PA Pedra Branca: entraves e soluções para seu funcionamento;
Programa RN Sustentável: incentivo financeiro para o setor apícola;
Quem são os parceiros: novos caminhos para o fortalecimento da Apicultura potengiense;
Formação e estabelecimento da nova diretoria.

Membros da nova diretoria

Presidente: João Paulo da EMATER
Diretor Técnico: Manoel Floriano (Manel do mel)
Secretário: Edilson de Cachoeirinha
Tesoureiro: Leildo de Manjericão
Fiscais: Chiquinho do mel, Ana, Naldo de Cachoeirinha, Nego de Zuza

Que os laços sejam fortalecidos e encontremos novos horizontes para o fortalecimento da apicultura potengiense!

(Figura 1 – Apicultores após a reunião)

(Figura 2 – À esquerda, Dário Alves, delegado adjunto do MDA)

(Figura 3 – Ao fundo, a Sra. Ana Maria, batizada de abelha rainha do grupo)         


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 03 de julho de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros

Meliponário Campos Verdes

quinta-feira, 22 de maio de 2014

22 de maio, dia do Apicultor

Um simples verso em homenagem a todos os Apicultores e Apicultoras.

Mote em 10: Ame sua profissão. Orgulhe-se de ser Apicultor.

(Figura 1 - Grupo de Apicultores e Apicultoras durante a realização do curso de Beneficiamento da Própolis em Lagoa do Sobrado - São Pedro/RN)

Neste dia vinte e dois
Olho para o firmamento,
Não deixando para depois
A hora do agradecimento.
Peço a Deus Onipotente
Que esteja sempre presente.
Meu chefe e protetor,
Que me estenda sempre a mão.
Ame a sua profissão.
Orgulhe-se de ser Apicultor.

(Figura 2 - Grupo de Apicultores durante a realização do curso do SENAR de Apicultura Básica no município de Felipe Guerra/RN )

Neste dia ofereço
Uma singela oração,
Encaminho ao endereço
Do Pai da criação.
Protegei aos Apicultores,
Os fiéis protetores,
Da natureza o defensor,
Está sempre em operação.
Ame a sua profissão.
Orgulhe-se de ser Apicultor.

(Figura 3 - Alunos e alunas do curso de Apicultura realizado no município de São Tomé/RN, pelo PRONATEC)

Somos uma classe avançada,
Operosa e especialista.
Percorremos longa estrada,
Carpinteiro, Pintor, Cientista,
Por isso, não desanime
Dessa profissão sublime,
Não importa sua cor,
Tamanho, idade ou religião.
Ame a sua profissão.
Orgulhe-se de ser Apicultor.

(Figura 4 - Alunos e alunas do curso de Apicultura realizado em São Paulo do Potengi/RN, pelo PRONATEC)

  
Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 22 de maio de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros
Meliponário Campos Verdes

  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Visita do amigo Paulo Menezes ao Meliponário Campos Verdes

(Figura 1 - O amigo Paulo frente a um de nossos meliponários)

É sempre gratificante recebermos alguém aqui em nosso Meliponário! É com uma satisfação imensa que acolhemos cada pessoa que vem até nós, deixando um pouco de suas vivências, bem como compartilhamos as nossas.

No domingo 11, dia em que, preferencialmente, nos debruçamos sob o aconchego do colo de nossas mães, tivemos descomunal contentamento diante da visita do Dr. Paulo Menezes. Sempre referenciado em algumas de nossas postagens como renomado conhecedor das nossas amáveis Jandaíras.

Algumas prerrogativas, partindo de um senso comum, me fazem acreditar que o Dr. Paulo Menezes é um grande mestre. – Com 19 anos, quando iniciei os primeiros passos rumo ao fantástico mundo das abelhas sem ferrão, em conversa com criadores, Paulo Menezes de Mossoró (como era mencionado) sempre era citado como o maior criador de abelhas Jandaíras; outro ponto importante é que ele deu seguimento aos ensinamentos do saudoso M. Huberto Bruening, a quem devemos reverência pelos conhecimentos prestados; é mentor de um importante projeto na zona rural de Mossoró, onde leva dignidade às mulheres do campo, com a criação de Jandaíras; já o acompanhei em algumas palestras, onde o mesmo divulgava seu trabalho com as abelhas Jandaíras, evidenciando civismo pelo seu Estado...

(Figura 2 - Em oficina temática na Festa do Bode em Mossoró/RN)

travou uma frondosa batalha para que seu mel tivesse acesso irrestrito na sua comercialização aqui no Estado; é colaborador de trabalhos científicos na Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA ao lado da professora Vera Lúcia, enfim.

Mas, o que o torna um grande meliponicultor não são apenas estas características elencadas acima, muito menos o número de colônias que possui, mas sua capacidade de encorajar e entusiasmar novos meliponicultores de seguir adiante; sua sensibilidade, paciência e cordialidade em levar novos ensinamentos a nós, que temos muito caminho a percorrer.

Ao amigo Paulo Menezes, a nossa gratidão pela visita e o nosso abraço. Infelizmente o amigo não dispunha de muito tempo, ainda ia visitar o amigo Rivan, em seguida regressava para a companhia de seus netos, onde desempenharia o papel de babá.

Agora em junho tenho alguns afazeres em Mossoró, onde pretendo visitá-lo.
  


Um grande abraço,

São Paulo do Potengi/RN, em 21 de maio de 2014.


João Paulo Evangelista de Medeiros
Meliponário Campos Verdes